Melasma não tem cura, mas tem controle: conheça os tratamentos

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Melasma não tem cura, mas tem controle: conheça os tratamentos

Manchas castanhas, sem relevo, que não doem, não coçam e aparecem nas bochechas, testa, nariz e lábios são características do melasma. Esse é um problema que afeta principalmente as mulheres e pode prejudicar a autoestima.

O melasma é causado, em especial, pelos estímulos hormonais presentes no organismo feminino e também pela exposição à radiação solar. Os melanócitos, células responsáveis pela produção de melanina, passam a produzir mais pigmento do que o normal, resultando em manchas na pele.

 

Tratamentos para o melasma

Atualmente, existem diversos tratamentos para o melasma. No entanto, essa é uma condição crônica que ainda não tem cura. 

 

Quadros leves

Os quadros leves são caracterizados por manchas de um castanho mais claro, que não apareceram há muito tempo e não são recidivantes. Nesses casos, o tratamento é com produtos tópicos.

“Os mais usados são à base de hidroquinona, ácido retinoico e Thiamidol. O carro-chefe ainda é a hidroquinona, uma substância que existe em vários produtos do mercado. Mais recentemente, surgiu outra, muito eficaz, que é o chamado Thiamidol”, explica Ediléia Bagatin, dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e professora associada e livre-docente no Departamento de Dermatologia da Escola Paulista de Medicina (EPM/Unifesp).

Desde os casos mais leves até os mais graves, é recomendado o uso diário de protetor solar com cor, já que a luz visível também piora as manchas e pode ser prevenido com filtros coloridos. A dica é passar camadas de filtro solar até que a mancha deixe de ficar visível, e reaplicar a cada três horas.

 

Quadros moderados

Quando a história da mancha é mais crônica — isto é, ela já apareceu há algum tempo e os produtos usados até melhoram, mas não impedem que ela volte —, é preciso associar tratamentos.

“Aí você pode associar o ácido tranexâmico, uma substância por via oral. Tem uma ação muito eficaz, só não pode ser usada para sempre. Você usa um período e, quando há uma melhora, suspende. Dali há algum tempo, se precisar, pode introduzir de novo”, explica Bagatin.

 

Quadros graves

Nos casos mais avançados, além dessas alternativas, existem os procedimentos de microagulhamento. Neles, um equipamento composto por pequenas agulhas faz uma espécie de esfoliação da pele de forma muito cuidadosa para não piorar a mancha.

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Manutenção

Todos esses tratamentos devem ser mantidos até a velhice, quando as manchas tendem a regredir espontaneamente. 

O filtro solar com cor se torna imprescindível, porque o melasma piora toda vez que a pele fica exposta ao sol e à luz visível. Além disso, também é indicado realizar a limpeza de pele com hidratantes e produtos suaves

“A pele do melasma não pode ser agredida de forma nenhuma. Se você agredir, fica vermelho. E a pele fica irritada vai piorar a mancha. Se começou a usar um produto, mesmo que prescrito pelo médico, e perceber que há uma irritação, tem que suspender”, alerta a dermatologista. 

No caso de procedimentos estéticos, o cuidado é redobrado: os peelings devem ser superficiais e em peles que já estão em tratamento; os lasers não podem ser agressivos nem removedores de pele; e o microagulhamento deve ser feito com cautela, de forma que a vermelhidão seja leve e não ocorra sangramentos.



Fonte: Minha vida, Dr. Drauzio Varella

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