Linfoma de Hodgkin: câncer é responsável por 20% dos linfomas

PUBLICIDADE

Linfoma de Hodgkin: câncer é responsável por 20% dos linfomas

Linfoma é um tipo de câncer que se desenvolve nos linfonodos, também chamados de gânglios, que fazem parte do sistema linfático, responsável pela defesa e drenagem de líquidos do organismo.

Os linfomas podem ser classificados basicamente em dois grandes grupos: linfomas Hodgkin (LH) e não Hodgkin (LNH). Nos dois casos, eles têm comportamento e grau de agressividade diversos. 

O linfoma de Hodgkin é responsável por cerca de 20% de todos os linfomas e sua taxa de cura é de cerca de 90%. Ele pode surgir em qualquer região, já que o tecido linfoide está presente em muitas áreas do corpo. Porém, em geral, aparece nos gânglios linfáticos do tórax, pescoço e axilas.

 

Causas e fatores de risco do linfoma de Hodgkin

As causas do linfoma de Hodgkin ainda não são totalmente conhecidas. No entanto, estudos indicam que a doença não é hereditária.

Pode ocorrer em qualquer idade, mas é mais comum em pessoas entre 25 e 30 anos.

A infecção pelo vírus Epstein-Barr, responsável pela mononucleose infecciosa, pode levar ao desenvolvimento de células cancerígenas do linfoma de Hodgkin, pois o vírus afeta o DNA de algumas células de defesa do organismo.

Pessoas com HIV, que utilizam medicamentos para suprimir o sistema imunológico ou que tenham doenças autoimunes têm mais risco de desenvolver a doença.

 

Sintomas do linfoma de Hodgkin

O linfoma de Hodgkin pode surgir em qualquer região do corpo, e os sintomas dependem da sua localização. Veja alguns deles:

  • presença de gânglios (linfonodos): principalmente nas regiões onde há linfoma, como pescoço, axilas e virilhas;
  • febre: temperatura acima de 37,9 °C;
  • coceira na pele: pode ser acompanhada de pele seca, vermelhidão e pequenas bolhas que surgem nas mãos e/ou pés;
  • inchaço do abdômen e sensação de estômago cheio: sintomas que aparecem quando a doença se desenvolve nas regiões do abdômen:
  • suor noturno;
  • perda de peso: é um sinal de alerta quando ocorre sem motivo aparente;
  • tosse e falta de ar: em especial quando a doença ocorre na região superior do tronco (tórax).

Esses sintomas também ocorrem em outras doenças, portanto devem ser investigados por um médico.

Veja também: DrauzioCast Especial | Linfomas

 

Diagnóstico do linfoma de Hodgkin

O diagnóstico do linfoma de Hodgkin é feito por meio de diferentes exames, incluindo:

  • biópsia: procedimento que envolve a remoção de uma pequena amostra de tecido do linfonodo afetado pelo câncer, com o intuito de analisar suas células com o uso de um microscópio. É um exame considerado obrigatório para o diagnóstico da doença;
  • exames de imagem: tomografia, ressonância e principalmente PET-CT, que permite a visualização do interior do corpo, são realizados para confirmar a presença do linfoma e avaliar a sua localização.

 

Estadiamento

O estadiamento determina a extensão da doença. Em conjunto com o subtipo, ajuda a determinar o tratamento da doença. Os estadiamentos estão classificados como:

  • estágio I: quando atinge um único grupo de linfonodos ou um único órgão fora do sistema linfático;
  • estágio II: quando envolve dois ou mais grupos de linfonodos, do mesmo lado do diafragma (músculo que separa o tórax do abdômen);
  • estágio III: quando atinge grupos de linfonodos em lados diferentes do diafragma;
  • estágio IV: quando envolve linfonodos e outros órgãos fora do sistema linfático, como, por exemplo, pulmões, fígado e/ou medula óssea.

 

Tratamento do linfoma de Hodgkin

O linfoma de Hodgkin tem alta chance de cura. Os tratamentos mais comuns incluem:

  • quimioterapia: nesse caso, geralmente são associadas vários medicamentos;
  • radioterapia: frequentemente é associada à quimioterapia;
  • imunoterapia: utiliza medicamentos para estimular o sistema imunológico a reconhecer e destruir as células tumorais;
  • transplante autólogo de células-tronco hematopoiéticas: feito com células-tronco do próprio paciente, que são coletadas, armazenadas e infundidas novamente após a quimioterapia;
  • transplante alogênico de células-tronco hematopoiéticas: substitui a medula do paciente com células-tronco do doador.

Veja também: Como a quimioterapia combate o câncer?



Fonte: Minha vida, Dr. Drauzio Varella

Mais recentes

PUBLICIDADE

WP Twitter Auto Publish Powered By : XYZScripts.com