Casa brutalista tem fachada em concreto e interiores repletos de design

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Casa brutalista tem fachada em concreto e interiores repletos de design

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Assinada pelo arquiteto Júnior Piacesi, do escritório Piacesi Arquitetura, esta residência foi concebida do zero em um terreno de 600 m², localizado em condomínio fechado em Divinópolis (MG). Com 875 m² de área construída — considerando todos os pavimentos, acessos pavimentados e varandas — a casa se distribui em três níveis e foi pensada para um casal com uma filha pequena.

(EstudioNY18/Divulgação)

O desnível natural do terreno foi determinante para a concepção arquitetônica, permitindo organizar o programa em três pavimentos sem criar um volume excessivo na fachada frontal. Garagem, área social e setor íntimo foram implantados de forma estratégica para valorizar a vista e favorecer a circulação vertical, por onde a luz natural se propaga ao longo da residência.

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O projeto parte de um grid estrutural que respeita a lógica dos pavimentos inferiores. A malha estrutural principal se desenvolve de maneira contínua, coincidindo com paredes e com o jardim do térreo, que se conecta à rampa de acesso dos veículos. A estrutura é em concreto armado, com fechamentos em alvenaria e vidro.

Nas fachadas, foram utilizadas placas cimentícias sob medida; os forros são em madeira ripada e as esquadrias, em alumínio pintado de preto.

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No subsolo estão garagem, depósito, oficina, suíte de serviço e casa de máquinas da piscina. O térreo abriga salas de estar, jantar e conversação integradas, além de cozinha, despensa, área e banheiro de serviço, varanda gourmet, banheiro, sauna com ducha, deck e piscina. No pavimento superior, um estar íntimo com jardim antecede a suíte master — com closet e varanda — e outras três suítes, todas também com closet e varanda.

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O conceito partiu da ideia de criar uma casa ampla e confortável, com estrutura racionalizada e grandes aberturas. A escolha criteriosa dos materiais reforça o caráter minimalista, enquanto a organização estrutural e o desenho das fachadas conferem identidade brutalista ao conjunto.

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Elemento central da experiência espacial, a escada em concreto aparente tratado com verniz organiza a circulação entre os pavimentos. De um lado, concentram-se os ambientes de maior permanência, como salas e dormitórios, voltados para o sol e a vista; do outro, a circulação vertical e os espaços de serviço.

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O uso contido de materiais, como concreto e metal, contrasta com os amplos panos de vidro, responsáveis por inundar os interiores de luz natural.

Na decoração, todos os itens são novos. A seleção do mobiliário da área social integrada foi conduzida em sintonia com o conceito arquitetônico, priorizando a relação entre design e conforto, com destaque para criações brasileiras de autoria reconhecida.

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Na sala, compõem o ambiente o sofá Lonzo, de Jayme Bernardo; o par de poltronas Cubo, de Jorge Zalszupin; as cadeiras de jantar Max, de Arthur Casas; a mesa de jantar Springboard, de Giorgio Bonaguro; o sofá curvo Bardot, de Arthur Menezes; o par de poltronas Beto, de Sergio Rodrigues; e a poltrona Sela, de Fabricio Ronca. No closet, a cadeira Barbatana é da Alva Design. Na área externa, foram especificadas as banquetas altas Atibaia e as cadeiras Atibaia, ambas de Paulo Alves; além das poltronas Rio Manso e das espreguiçadeiras Timbó, de Carlos Motta. A paleta percorre tons neutros — branco, preto e variações de cinza — reforçando a estética contemporânea com inspiração brutalista.

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Entre os destaques estão a mesa de refeições da área externa, inteiramente em granito São Gabriel e desenhada pelo escritório; o closet da suíte master, iluminado por claraboia; o banheiro do casal, que utiliza o mesmo revestimento no piso e nas paredes, criando unidade visual; e a sala de TV, marcada pelo jardim de inverno.

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“O principal desafio foi otimizar a estrutura, compatibilizando os ambientes entre os pavimentos e acompanhando o caimento do terreno, de modo a organizar e hierarquizar um programa extenso sem gerar uma volumetria excessiva na edificação”, finaliza o arquiteto Júnior Piacesi.

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O projeto levou três anos entre elaboração, aprovação, execução da obra e finalização da decoração.

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Fonte: Abril, Tu Organizas

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