A XP Investimentos rebaixou a recomendação da Minerva (BEEF3) de compra para neutra, vendo resultados insatisfatórios no quarto trimestre de 2025 (4T25); a companhia divulgará seus números no dia 18 de março. O preço-alvo da ação também foi redefinido, indo de R$ 8,40 para R$ 7,20 em 2026. Com isso, os papéis BEEF3 caíram 4,43%, a R$ 5,39, nesta terça-feira (24).
De acordo com a casa, assimetrias negativas e o risco de desequilíbrio entre oferta e demanda das ações (saliência) estão delineando um ambiente desfavorável para a companhia, o que pode pressionar os resultados.
No cenário externo, as incertezas quanto ao tratamento das cotas com a China e os riscos negativos do câmbio mais forte dão sinal amarelo para a Minerva. O cenário doméstico segue com o consumo fraco e pressionado, com a iminente virada do ciclo do gado e incertezas em relação às altas dos preços do boi.
Viva do lucro de grandes empresas
Com base nisso, a XP revisou para baixo as estimativas de Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) para o final de 2026. Agora, a estimativa é de 7% e 6%, abaixo do consenso do mercado.
Para o JPMorgan, mesmo com a fraqueza antecipada na demanda doméstica, com a desaceleração da demanda no final do ano, os resultados do trimestre devem ser sólidos. O banco manteve a recomendação neutra, com preço-alvo para o final do ano de R$ 8,00 por ação. De acordo com os analistas, a Minerva ainda deve capitalizar uma forte demanda de exportação.
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Mesmo assim, segundo o banco, o potencial de valorização é limitado, o que jogou as estimativas 3% abaixo em receita e 2% abaixo em Ebitda. Em relação ao consumo de fluxo de caixa livre (FCF, na sigla em inglês), a estimativa é de R$ -371 milhões no trimestre. A previsão é resultado dos maiores estoques e redução de adiantamento a clientes.
De acordo com os analistas do JPMorgan, ainda não há um catalisador claro para a ação, considerando o cenário mais desafiador que a companhia deve enfrentar à frente.

