Tipos de gordura: para que elas servem?

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Tipos de gordura: para que elas servem?

Tem gente que acha que a gordura só serve para aumentar o peso na balança. De fato, o seu excesso está ligado a diversos problemas de saúde, mas o corpo precisa dela para desempenhar funções vitais. Prova disso é que existem diferentes tipos de tecido adiposo no organismo, e muitos deles não têm relação com a gordura que se acumula na barriga.

Para que serve a gordura?

A função mais conhecida da gordura é a estocagem de energia. A depender da sua localização, ela pode fornecer energia para o órgão que está próximo. É o caso da gordura epicárdica, que fica em volta do coração.

Além disso, a gordura também age no metabolismo, pois o tecido adiposo produz proteínas chamadas adipocinas, responsáveis pela modulação do funcionamento de células e órgãos à distância.

“Há ainda a produção do hormônio leptina, proporcional à quantidade de gordura corporal e responsável por se comunicar com o sistema nervoso central, regulando a fome, a saciedade e o gasto energético. Outro hormônio produzido é a adiponectina, que funciona como uma substância anti-inflamatória e anti-aterosclerótica”, explica Bruno Geloneze, endocrinologista membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).

Por fim, a gordura funciona como isolante térmico e protetor mecânico de algumas áreas do corpo, como o rosto. Ela contém ainda 15% das células pertencentes ao sistema imune, agindo tanto local quanto sistemicamente.

Tipos de gordura

No entanto, há mais de um tipo de gordura no organismo e é aí que é necessário equilíbrio:

  • Tecido adiposo branco: espalhado por todo o corpo, serve para armazenar energia e desempenhar funções metabólicas e de proteção;
  • Tecido adiposo marrom: concentrado perto do pescoço e da coluna vertebral, serve para produzir calor;
  • Tecido adiposo bege: em quantidade variável em humanos, é semelhante ao tecido adiposo marrom e pode armazenar energia e/ou produzir calor quando ativado;
  • Tecido adiposo rosa: localizado nas mamas, serve para estocar gordura e fornecê-las às glândulas produtoras de leite durante a gestação.

Veja também: Acúmulo de gordura na barriga pode representar riscos à saúde?

Tecido branco x tecido marrom e bege

“A semelhança entre os tecidos marrom e bege é que ambos, ao contrário do tecido adiposo branco, possuem uma grande quantidade de mitocôndrias – aquela organela celular que produz energia e calor. Além disso, o tecido marrom tem uma quantidade estável ao longo da vida adulta e o tecido bege pode aumentar ou diminuir. O conjunto marrom-bege fornece energia e calor, mas também consome muitos nutrientes para agir. Esse consumo de glicose (açúcar) e gorduras que circulam no sangue ajudam a manter os níveis dentro da normalidade”, compara Geloneze.

É por isso que, para ativar o tecido adiposo marrom e formar mais tecido bege, recomenda-se praticar atividade física e manter uma dieta rica em gorduras boas, como azeite de oliva. Sedentarismo, sono desregulado e alimentação rica em ultraprocessados e pobre em fibras vegetais pioram as condições do conjunto marrom-bege.

O tecido adiposo branco, por sua vez, varia conforme o consumo e o gasto de energia. Se ele se acumula dentro de determinada quantidade e no lugar certo (em geral, na região das coxas e nádegas), ele cumpre o seu papel. Já quando está presente em quantidade excessiva, especialmente no tronco, pescoço, tórax e vísceras do abdômen, pode provocar obesidade e outras comorbidades.

“Existem ainda doenças raras conhecidas como lipodistrofias, em que a falta de tecido adiposo pode gerar doenças, como diabetes, doenças hepáticas gordurosas, cirrose e aterosclerose cardiovascular precoce. Portanto, nem muito, nem pouco….o equilíbrio é sempre bem-vindo”, conclui o especialista.

Veja também: Por que emagrecer é tão difícil? Entenda a ciência por trás da obesidade



Fonte: Minha vida, Dr. Drauzio Varella

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