SUS tem novo protocolo para detectar câncer de intestino

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SUS tem novo protocolo para detectar câncer de intestino

O Ministério da Saúde anunciou, no último dia 21, um novo protocolo nacional para rastreamento do câncer de intestino no SUS. A partir do segundo semestre deste ano, o SUS disponibilizará o teste imunoquímico fecal (FIT, na sigla em inglês) para detectar o câncer colorretal em homens e mulheres assintomáticos entre 50 e 75 anos.

Veja também: Colonoscopia: o exame que preveni e detecta o câncer de intestino

O anuncio foi feito pelo ministro da Saúde Alexandre Padilha em Lyon, na França.

 

FIT

O FIT é um exame de fezes, geralmente feito com fitas rápidas, semelhante a um teste de gravidez. O método detecta pequenas quantidades de sangue oculto nas fezes, que podem ser sinal de pólipos, lesões pré-cancerígenas ou câncer no intestino.

Segundo o Ministério da Saúde, o exame vai ser usado como triagem para definir quais pacientes vão precisar de colonoscopia, que confirma o diagnóstico com precisão.

Para fazer o exame, o paciente receberá um kit para coleta em casa. Depois, precisará retirar uma pequena amostra das fezes com uma haste própria, colocada em um tubo coletor. O material deverá, então, ser enviado para análise laboratorial.

Quando o resultado apontar presença de sangue oculto nas fezes, o paciente deverá ser encaminhado para exames complementares, ainda de acordo com o Ministério da Saúde.

A testagem dispensa restrições alimentares prévias e pode ser feita a partir de uma única amostra, detectando até 92% de câncer colorretal, segundo a Pasta.

 

Colonoscopia x FIT

O FIT não substituirá a colonoscopia, que continua sendo considerada o padrão-ouro para avaliação do intestino, porque permite visualizar diretamente o cólon e o reto, além de retirar pólipos durante o procedimento, evitando que algumas lesões evoluam para câncer.

No entanto, o  FIT é mais conveniente e mais barato para rastreamento populacional do que a realização de colonoscopia em toda a população assintomática. Com esse exame, o Ministério da Saúde visa ampliar o acesso à prevenção e à detecção precoce da doença.

 

Câncer de intestino

O câncer colorretal é um tumor maligno que se desenvolve no intestino grosso, isto é, no cólon ou em sua porção final, o reto. O principal tipo de tumor colorretal é o adenocarcinoma. Em 90% dos casos, esse tumor se origina a partir de um pólipo adenomatoso que, ao longo dos anos, sofre alterações progressivas em suas células.

Portanto, a principal forma de prevenção do câncer colorretal é o seu rastreamento por exames como colonoscopias, visando a detecção e retiradas dos pólipos antes de se degenerarem em câncer.

De acordo com as novas projeções do Instituto Nacional do Câncer (Inca), o Brasil deve registrar 26,3 mil novos casos da doença em homens e 27,5 mil em mulheres entre 2026 e 2028.

O câncer colorretal é o segundo tipo de câncer mais frequente no Brasil, excluindo os tumores de pele não melanoma.

 

*Com informações do Ministério da Saúde



Fonte: Minha vida, Dr. Drauzio Varella

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