Renovação em casa rústica dos anos 1940 no Rio ressignifica peças afetivas

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Renovação em casa rústica dos anos 1940 no Rio ressignifica peças afetivas

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Erguida no final dos anos 1940 a pedido dos avós maternos da atual moradora — um casal de húngaros que veio ao Brasil em busca de um recomeço após a guerra —, esta casa de 650 m² na Zona Sul do Rio de Janeiro foi revitalizada pela arquiteta Natália Lemos.

O projeto preservou os elementos originais da construção e incorporou soluções contemporâneas para atender às necessidades da família atual, formada por um casal de empresários e seus dois filhos adolescentes.

(Fotos: Nadia Bach/Produção visual: Andrea Brito Velho/Divulgação)

Distribuída em três pavimentos, a residência abriga no térreo a sala de estar, o hall de entrada, a cozinha, a sala de jantar, o lavabo, o escritório e uma ampla varanda gourmet integrada aos espaços sociais; no andar superior, a suíte do casal; e, no subsolo, o spa. A integração dos ambientes foi um dos principais pedidos dos clientes, que desejavam uma casa voltada para o convívio e as celebrações.

(Fotos: Nadia Bach/Produção visual: Andrea Brito Velho/Divulgação)

A principal intervenção foi a incorporação da varanda gourmet à arquitetura original, respeitando o volume existente por meio de uma cobertura leve em estrutura metálica branca, policarbonato e junco natural.

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(Fotos: Nadia Bach/Produção visual: Andrea Brito Velho/Divulgação)

Essa solução não apenas integra o novo espaço, como também evidencia de forma sutil as alterações realizadas na reforma.

(Fotos: Nadia Bach/Produção visual: Andrea Brito Velho/Divulgação)

Além disso, a antiga área de serviço, incluindo o telhado, foi demolida para permitir a integração com a cozinha. Em seu lugar, foi criada uma cobertura metálica com fechamento em vidro, conectada a um jardim de inverno, garantindo ampla iluminação natural na nova sala de jantar. “As claraboias com fechamento de vidro no quarto e na suíte do casal já existiam e foram mantidas”, diz a arquiteta.

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(Fotos: Nadia Bach/Produção visual: Andrea Brito Velho/Divulgação)

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(Fotos: Nadia Bach/Produção visual: Andrea Brito Velho/Divulgação)

O conceito do projeto nasceu da valorização da história e das memórias da família, refletidas em ambientes acolhedores e autênticos. A arquiteta restaurou elementos originais e incorporou peças garimpadas, imprimindo personalidade à decoração.

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(Fotos: Nadia Bach/Produção visual: Andrea Brito Velho/Divulgação)

A moradora participou ativamente desse processo de curadoria, contribuindo para que cada detalhe refletisse a identidade da casa.

(Fotos: Nadia Bach/Produção visual: Andrea Brito Velho/Divulgação)

“A decoração combina peças que já faziam parte do nosso acervo com outras que fui garimpando ao longo do tempo. Adoro buscar móveis e obras de arte que reflitam nossa personalidade — seja em sites de revenda, feiras de rua, viagens ou até na casa dos meus pais, de onde ‘empresto’ alguns itens por tempo indeterminado”, conta.

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(Fotos: Nadia Bach/Produção visual: Andrea Brito Velho/Divulgação)

Entre os destaques estão o quadro Cacaueiro, de Januário de Oliveira, e uma obra de Djanira, herdados da família; o carrinho de chá transformado em bar; cerâmicas feitas pela própria moradora; o pufe redondo da sala, recebido de presente; e a bicicleta vintage trazida de Portugal pelo marido, restaurada e exibida na sala.

(Fotos: Nadia Bach/Produção visual: Andrea Brito Velho/Divulgação)

O mobiliário mistura peças do acervo pessoal com criações de designers brasileiros, como os bancos Toti, de Bernardo Figueiredo, o banquinho Mocho, de Sergio Rodrigues, a poltrona Gisele, de Aristeu Pires, e as cadeiras de jantar Helga, do Estudiobola.

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A paleta de cores valoriza os materiais naturais — pedra, madeira e tijolinho aparente — em contraste com paredes, tetos e esquadrias brancos, que funcionam como pano de fundo neutro. Os pontos de cor surgem nas obras de arte, tecidos, vegetação e nos azulejos originais da cozinha, cuidadosamente restaurados.

(Fotos: Nadia Bach/Produção visual: Andrea Brito Velho/Divulgação)

“O maior desafio foi preservar esses azulejos. Restauramos cada peça individualmente e, em alguns trechos, encomendamos novos exemplares pintados à mão com a mesma estampa, garantindo a continuidade estética e o resgate fiel da atmosfera original”, finaliza Natália Lemos.



Fonte: Abril, Tu Organizas

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