Quem dá mais? Aeroporto do Galeão será leiloado novamente no ano que vem

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Quem dá mais? Aeroporto do Galeão será leiloado novamente no ano que vem

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O Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, poderá ter um dono diferente a partir do ano que vem. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) aprovou o novo leilão do terminal, que será realizado em 30 março de 2026, com lance mínimo de R$ 932 milhões.

Entre os principais destaques do edital, que será publicado no Diário Oficial da União (DOU) da próxima segunda-feira, está a saída total da Infraero antes do leilão. A estatal de administração de aeroportos detém 49% das ações do Galeão até março de 2026.

O documento também prevê que o novo dono não será obrigado a construir uma terceira pista no aeroporto. Por outro lado, exige a criação de um mecanismo de “compensação” em caso de restrições de voos no Aeroporto Santos Dumont. Vale lembrar que o terminal focado em voos domésticos no Rio tem problemas recorrentes, sobretudo climáticos, que obrigam o seu fechamento temporário.

Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), órgão ao qual a Anac é subordinada, o objetivo da venda é “garantir a eficiência, ampliar a capacidade operacional e atender ao crescente fluxo de passageiros e cargas”.

Atualmente, além da Infraero, o Galeão tem seu controle dividido entre a Vinci Compass, que detém 35,7%, e a Changi, de Singapura, com uma fatia 15,3%. Os asiáticos buscavam um novo comprador para sua participação no aeroporto fluminense, o que culminou em um acordo com a Vinci Compass (confira mais detalhes na sequência do post).

Galeão em ascensão

Depois de anos de subutilização, o Galeão voltou a ganhar destaque nos últimos anos após uma decisão de limitar voos no Santos Dumont. Tal iniciativa forçou a mudança de dezenas de operações domésticas para o terminal internacional.

Segundo o relatório de oferta e demanda da Anac, o terminal registrou 14 milhões de viajantes de janeiro a outubro de 2025. O número é praticamente o mesmo registrado durante todo o ano passado. Atualmente, o Galeão só está atrás dos aeroportos de Guarulhos e Congonhas, em São Paulo, em termos de movimentação de passageiros.

O caminho até chegar à situação atual foi tortuoso. A Changi estava em posse do aeroporto desde 2013, mas passou por poucas e boas desde então: saída da Odebrecht da sociedade, pandemia e, justamente, a disputa com o Santos Dumont.

A Covid-19 foi o estopim para a empresa buscar um comprador para a sua participação no terminal. À época, a empresa alegava que a conta não fechava, sobretudo no que dizia respeito às expectativas de movimentação de passageiros.

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Fonte: Viajali, Melhores Destinos

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