Pisos para áreas externas: arquiteta lista principais opções, vantagens e desvantagens

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Pisos para áreas externas: arquiteta lista principais opções, vantagens e desvantagens

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Resistência às intempéries, conforto térmico, aderência e praticidade na hora da manutenção são fatores decisivos na hora da escolha o piso para a área externa e cada material apresenta comportamentos distintos diante dessas exigências.

Em vista disso, as arquitetas Danielle Dantas e Paula Passos, à frente do escritório Dantas & Passos Arquitetura, destacam as sete opções que, para elas, agregam mais estética e funcionalidade ao projeto.

“As áreas externas são espaços mais expostos da residência e, por isso, exigem materiais que resistam à umidade, sol e às variações de temperatura. Além disso, precisam oferecer segurança e conforto ao caminhar, especialmente quando falamos de bordas de piscina ou jardins”, comenta a dupla.

Porcelanatos antiderrapantes

(Maura Mello/Divulgação)

Entre as opções mais versáteis do mercado, os porcelanatos antiderrapantes são destaque por combinarem estética refinada e alta resistência. “São ideais para áreas molhadas, como em torno de piscinas, porque reduzem consideravelmente o risco de escorregões e quedas”, explica Paula.

Com baixa absorção de água e praticamente impermeáveis, eles resistem bem às manchas e às condições climáticas. Além disso, são fáceis de limpar, demandando apenas água e sabão neutro.

Para áreas de tráfego intenso, as arquitetas lembram que é importante observar a classificação PEI, sendo o PEI 5 o mais indicado. A ampla gama de cores, texturas e estampas permite ainda criar visuais que remetem à madeira, ao mármore ou ao cimento, adaptando-se a diferentes estilos de projeto.

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Cimentícios e de concreto

(Reprodução/Freepik)

Resistentes, duráveis e visualmente neutros, os pisos cimentícios e de concreto são ótimas escolhas para quem busca um estilo urbano. “Eles se destacam pela versatilidade, podendo ser moldados em diferentes tamanhos e texturas, e podem até ser pigmentados ou pintados, o que amplia suas possibilidades estéticas”, aponta Danielle.

Outra vantagem são as de versões atérmicas, quando o piso não absorve tanto calor, sendo agradável para caminhar descalço. Além disso, sua superfície antiderrapante garante segurança mesmo em áreas molhadas.

Flat de 65 m² mistura piso vinílico e cerâmico

Decks de madeira

(Maura Mello/Divulgação)
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Os decks continuam sendo um clássico quando a intenção é trazer sofisticação e calor visual para o espaço. Para garantir longevidade, é fundamental optar por madeiras tratadas e resistentes à umidade, como ipê ou cumaru, e manter manutenções periódicas.

“A madeira tem esse poder de criar uma sensação acolhedora e orgânica, integrando-se bem com a paisagem externa e com o cuidado certo, o deck se mantém bonito por muitos anos e valoriza o projeto”, afirma Paula.

Cerâmicas rústicas

(Reprodução/Freepik)

Para quem busca uma alternativa mais acessível, as cerâmicas rústicas se destacam pelo visual acolhedor e preço popular. Produzidas a partir do barro cozido, elas têm aparência artesanal e resistem bem às variações climáticas. “São práticas de limpar, exigem apenas atenção na paginação e o uso de juntas de dilatação para evitar trincas”, explicam as arquitetas.

Disponíveis em diversas cores e acabamentos, podem ser aplicadas em quintais, varandas e caminhos, mantendo a estética natural e simples, típica de casas de campo.

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Pisos drenantes

(Reprodução/Freepik)

Cada vez mais presentes em projetos contemporâneos, os pisos drenantes se destacam pela permeabilidade. “Eles permitem que a água da chuva infiltre no solo, contribuindo para evitar alagamentos e ajudando na drenagem urbana”, comenta Paula.

Compostos por pedras e cimento, são resistentes, antiderrapantes e atérmicos, sendo ideais para áreas com pets, jardins e bordas de piscina. Além de ecológicos, demandam baixa manutenção e estão disponíveis em diferentes cores e texturas, possibilitando composições criativas nos projetos paisagísticos.

Fulget

(Reprodução/Freepik)

O fulget é uma escolha que une resistência, beleza e segurança. Produzido com cimento e pedras naturais, tem superfície granulada antiderrapante, ideal para rampas, calçadas e áreas molhadas. “É um piso durável, com ótimo desempenho em áreas externas e ainda possui propriedades atérmicas, o que o torna excelente para áreas de piscina”, destaca Danielle.

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Sua aparência com pedras à mostra confere um visual rústico, e a variedade de cores e granulometrias permite personalização estética. A limpeza é simples, feita com água e sabão neutro, e o material ainda pode ser aplicado também em paredes e fachadas, trazendo unidade ao projeto.

Pedras naturais

(Maura Mello/Divulgação)

Entre as opções mais nobres, as pedras naturais, como São Tomé, granito e pedra portuguesa, são sinônimo de resistência e exclusividade. “Cada peça é única e carrega uma beleza natural difícil de reproduzir em outros materiais”, comenta Paula.

A pedra São Tomé é uma das preferidas para áreas molhadas por ser atérmica e antiderrapante, enquanto o granito com acabamento escovado ou levigado oferece alta resistência e longa vida útil. Já a pedra portuguesa permite criar desenhos e mosaicos personalizados, valorizando calçadas e áreas de lazer.

Além de duráveis e resistentes ao fogo e ao desgaste, esses pisos demandam baixa manutenção, especialmente quando escolhidas versões menos porosas. “As pedras são sempre um investimento seguro para quem busca elegância e permanência no tempo”, finaliza Danielle.

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Fonte: Abril, Tu Organizas

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