A taxa de desemprego aumenta à medida que a participação se mantém estável
A taxa de desemprego subiu para 4,6% em Novembro, superando as expectativas do mercado e marcando um aumento em relação ao início do Outono. O número de desempregados subiu para 7,8 milhões, enquanto a taxa de participação da força de trabalho se manteve em 62,5%, sugerindo que o aumento do desemprego foi impulsionado pela flexibilização das contratações e não pela reentrada dos trabalhadores no mercado de trabalho. Os indicadores de longo prazo mostraram pouca melhoria, com o desemprego de longa duração estável em 1,9 milhões.
Desempenho do setor destaca contratação defensiva
Os ganhos de emprego concentraram-se nos cuidados de saúde, que criaram 46.000 postos de trabalho, e na construção, que aumentou as folhas de pagamento em 28.000. Esses aumentos foram parcialmente compensados por perdas contínuas no emprego no governo federal, que caiu 6.000 em novembro, após uma queda acentuada em outubro, ligada a demissões adiadas. Transporte e armazenamento eliminaram 18 mil empregos, prolongando a tendência de baixa observada no início do ano. A maioria das outras grandes indústrias, incluindo a indústria transformadora, as actividades financeiras e os serviços profissionais, apresentaram poucas mudanças.
O crescimento salarial desacelera à medida que os ganhos aumentam
O rendimento médio por hora aumentou 0,1%, para US$ 36,86, elevando o crescimento salarial anual para 3,5%. A semana de trabalho média subiu para 34,3 horas, oferecendo um apoio limitado ao crescimento do rendimento agregado. Estes números sugerem uma diminuição da pressão salarial, uma variável chave para as expectativas políticas da Reserva Federal.
Previsão de mercado: viés de baixa para ativos de risco
A combinação de um crescimento moderado dos salários, do aumento do desemprego e do arrefecimento da dinâmica salarial apoia uma perspectiva cautelosa a curto prazo. Para os traders, os dados reforçam as expectativas de que a atividade económica esteja a perder ritmo, favorecendo uma postura defensiva em ativos sensíveis ao risco. No curto prazo, este cenário tende a ser pessimista para as ações, ao mesmo tempo que apoia obrigações e instrumentos sensíveis às taxas, à medida que os mercados continuam a avaliar um perfil de crescimento mais lento nos EUA.
Fonte: Folha SP

