Mais tempo ao ar livre: coberturas para aproveitar melhor sua casa

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Mais tempo ao ar livre: coberturas para aproveitar melhor sua casa

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Quando temos um quintal ou uma área externa generosa, quase sempre surge a mesma pergunta: como proteger o espaço do sol e da chuva sem abrir mão do conforto ou da estética? Seja para ampliar o uso das áreas de lazer, criar uma sombra agradável ou tornar o ambiente mais convidativo ao longo do dia, a cobertura passa a ser uma peça-chave do projeto.

Para o arquiteto Bruno Moraes, à frente do BMA Studio, a decisão do modelo adequado para o projeto vai muito além da função básica de proteção. A tipologia influencia diretamente no bem-estar térmico, na entrada de luz e ventilação natural, no consumo energético e até na identidade da construção.

“Não existe uma cobertura melhor do que a outra, mas sim aquela que faz mais sentido para cada projeto, sempre considerando o uso do espaço, clima, arquitetura e o estilo de vida dos moradores”, explica o arquiteto.

Estrutura de madeira e telhas de barro

Durante a obra, Bruno Moraes optou por manter as telhas de barro para manter a identidade do lar. “O segredo está em reinterpretar esse material dentro de uma linguagem arquitetônica atual”, explica o arquiteto | Projeto BMA Studio. (Guilherme Pucci/Divulgação)

Uma das escolhas mais clássicas na arquitetura brasileira, especialmente em projetos residenciais, são as telhas de barro. Duráveis e ótimas para absorver calor, elas contribuem com o frescor dos ambientes internos, mesmo nas regiões de clima predominante quente.

Além da eficiência, carregam um valor afetivo e cultural que as tornaram atemporal nos projetos. “Hoje, temos versões mais precisas, com encaixes aprimorados e variações de acabamento, mas a essência segue a mesma”, ressalta Bruno.

Telhas translúcidas

Hoje já existem modelos com proteção UV e melhor controle térmico, reduzindo o impacto do calor excessivo. Nesta área gourmet, o arquiteto Bruno Moraes inseriu algumas telhas translúcidas para a claridade no espaço | Projeto BMA Studio. (Guilherme Pucci/Divulgação)
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Menos comuns, as telhas translúcidas são semelhantes às telhas de barro, porém priorizam mais a iluminação natural e a redução do consumo energético. O profissional explica que são muito adotadas em áreas de serviço, corredores, garagens e áreas externas cobertas.

Mas seu desafio está na dosagem. O uso pontual e estratégico das telhas translúcidas é o que garante o resultado sem comprometer a eficiência térmica, especialmente quando combinadas com outros materiais.

“Ela precisa ser pensada como um recurso arquitetônico, não apenas funcional. Quando empregada com critério, transforma a percepção da área externa e melhora a experiência cotidiana”, destaca o profissional.

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Coberturas de vidro

Para aproveitar a vista e a área spa do apartamento, o arquiteto Bruno Moraes implementou uma cobertura de vidro, devidamente suportada em uma estrutura metálica, para valorizar o uso diário do ambiente | Projeto BMA Studio. (Mariana Orsi/Divulgação)
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As coberturas de vidro representam uma escolha altamente valorizada nos projetos contemporâneos, pois permite máxima entrada de luz natural e cria uma conexão direta entre interior e exterior especialmente em jardins, pátios internos, áreas gourmet e varandas.

Com o avanço da tecnologia, o vidro passou a oferecer ainda mais segurança com opções laminadas, temperadas e de controle solar. “Esteticamente, o material confere leveza à estrutura e valoriza a arquitetura, resultando em ambientes luminosos, e visualmente amplos. A atenção maior fica por conta da especificação correta e da integração com sistemas de ventilação e sombreamento”, comenta Bruno.

Coberturas artesanais

Um clima praiano e rústico na varanda que antecede a entrada do projeto. A cobertura de palhinha com varal de luz convida os visitantes a permanecerem no local | Projeto BMA Studio. (Guilherme Pucci/Divulgação)

As coberturas artesanais, feitas de fibras naturais como palha, bambu ou tramas de fibras sintéticas com aparência natural resgatam técnicas tradicionais e imprimem um forte caráter sensorial aos espaços. Além do apelo estético, oferecem bom desempenho na filtragem da luz, concebendo sombras suaves e um ar mais natural.

Uso híbrido

Mesclando três tipos de cobertura, de barro, translúcida e de vidro, o arquiteto Bruno Moraes conseguiu implementar uma infraestrutura completa para maior proveito da área gourmet | Projeto BMA Studio. (Guilherme Pucci/Divulgação)
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Outra tendência atual é o uso híbrido de coberturas, combinando diferentes materiais em um mesmo projeto, como as coberturas de barro com as de vidro da imagem acima. Essa estratégia permite extrair o melhor desempenho de cada sistema ao equilibrar luz, ventilação, conforto térmico e estética.

“É comum, por exemplo, associar telhas de barro com trechos translúcidos, ou estruturas metálicas com painéis de vidro. O resultado são espaços mais dinâmicos, adaptáveis às diferentes funções e horários de uso”, explica.

Coberturas móveis

Nesta cobertura, o arquiteto Bruno Moraes projetou um telhado com estrutura em serralheria que abre e fecha quando necessário. Assim, o morador pode desfrutar o espaço mesmo em dias frios | Projeto BMA Studio. (Mariana Orsi/Divulgação)

Por fim, as coberturas móveis vêm se destacando como uma das soluções mais desejadas, especialmente em áreas externas como rooftops e espaços gourmet, devido ao potencial flexível de poder abrir ou fechar o ambiente conforme o clima, a incidência solar ou o tipo de uso.

Esses sistemas podem ser compostos por estruturas metálicas com painéis retráteis de vidro, policarbonato ou tecidos técnicos, na maioria das vezes automatizados. Assim, o espaço se transforma ao longo do dia, oferecendo proteção em dias chuvosos e abertura total em momentos de clima agradável.

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“Recomendo sempre orçar esse tipo de solução com um profissional especializado. Além da qualidade do acabamento, isso evita dores de cabeça futuras, como infiltrações ou até danos a equipamentos e mobiliário”, finaliza Bruno Moraes.



Fonte: Abril, Tu Organizas

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