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Quando temos um quintal ou uma área externa generosa, quase sempre surge a mesma pergunta: como proteger o espaço do sol e da chuva sem abrir mão do conforto ou da estética? Seja para ampliar o uso das áreas de lazer, criar uma sombra agradável ou tornar o ambiente mais convidativo ao longo do dia, a cobertura passa a ser uma peça-chave do projeto.
Para o arquiteto Bruno Moraes, à frente do BMA Studio, a decisão do modelo adequado para o projeto vai muito além da função básica de proteção. A tipologia influencia diretamente no bem-estar térmico, na entrada de luz e ventilação natural, no consumo energético e até na identidade da construção.
“Não existe uma cobertura melhor do que a outra, mas sim aquela que faz mais sentido para cada projeto, sempre considerando o uso do espaço, clima, arquitetura e o estilo de vida dos moradores”, explica o arquiteto.
Estrutura de madeira e telhas de barro
Uma das escolhas mais clássicas na arquitetura brasileira, especialmente em projetos residenciais, são as telhas de barro. Duráveis e ótimas para absorver calor, elas contribuem com o frescor dos ambientes internos, mesmo nas regiões de clima predominante quente.
Além da eficiência, carregam um valor afetivo e cultural que as tornaram atemporal nos projetos. “Hoje, temos versões mais precisas, com encaixes aprimorados e variações de acabamento, mas a essência segue a mesma”, ressalta Bruno.
Telhas translúcidas
Menos comuns, as telhas translúcidas são semelhantes às telhas de barro, porém priorizam mais a iluminação natural e a redução do consumo energético. O profissional explica que são muito adotadas em áreas de serviço, corredores, garagens e áreas externas cobertas.
Mas seu desafio está na dosagem. O uso pontual e estratégico das telhas translúcidas é o que garante o resultado sem comprometer a eficiência térmica, especialmente quando combinadas com outros materiais.
“Ela precisa ser pensada como um recurso arquitetônico, não apenas funcional. Quando empregada com critério, transforma a percepção da área externa e melhora a experiência cotidiana”, destaca o profissional.
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Coberturas de vidro
As coberturas de vidro representam uma escolha altamente valorizada nos projetos contemporâneos, pois permite máxima entrada de luz natural e cria uma conexão direta entre interior e exterior especialmente em jardins, pátios internos, áreas gourmet e varandas.
Com o avanço da tecnologia, o vidro passou a oferecer ainda mais segurança com opções laminadas, temperadas e de controle solar. “Esteticamente, o material confere leveza à estrutura e valoriza a arquitetura, resultando em ambientes luminosos, e visualmente amplos. A atenção maior fica por conta da especificação correta e da integração com sistemas de ventilação e sombreamento”, comenta Bruno.
Coberturas artesanais
As coberturas artesanais, feitas de fibras naturais como palha, bambu ou tramas de fibras sintéticas com aparência natural resgatam técnicas tradicionais e imprimem um forte caráter sensorial aos espaços. Além do apelo estético, oferecem bom desempenho na filtragem da luz, concebendo sombras suaves e um ar mais natural.
Uso híbrido
Outra tendência atual é o uso híbrido de coberturas, combinando diferentes materiais em um mesmo projeto, como as coberturas de barro com as de vidro da imagem acima. Essa estratégia permite extrair o melhor desempenho de cada sistema ao equilibrar luz, ventilação, conforto térmico e estética.
“É comum, por exemplo, associar telhas de barro com trechos translúcidos, ou estruturas metálicas com painéis de vidro. O resultado são espaços mais dinâmicos, adaptáveis às diferentes funções e horários de uso”, explica.
Coberturas móveis
Por fim, as coberturas móveis vêm se destacando como uma das soluções mais desejadas, especialmente em áreas externas como rooftops e espaços gourmet, devido ao potencial flexível de poder abrir ou fechar o ambiente conforme o clima, a incidência solar ou o tipo de uso.
Esses sistemas podem ser compostos por estruturas metálicas com painéis retráteis de vidro, policarbonato ou tecidos técnicos, na maioria das vezes automatizados. Assim, o espaço se transforma ao longo do dia, oferecendo proteção em dias chuvosos e abertura total em momentos de clima agradável.
“Recomendo sempre orçar esse tipo de solução com um profissional especializado. Além da qualidade do acabamento, isso evita dores de cabeça futuras, como infiltrações ou até danos a equipamentos e mobiliário”, finaliza Bruno Moraes.
Fonte: Abril, Tu Organizas

