Lula abriu Brasil “como se fosse uma colônia chinesa”, diz Flávio ao Financial Times

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Lula abriu Brasil “como se fosse uma colônia chinesa”, diz Flávio ao Financial Times

O senador e pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), criticou a preferência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em priorizar a China como parceira econômica enquanto “fecha as portas” aos Estados Unidos e seu presidente, Donald Trump.

Em entrevista ao jornal americano Tempos FinanceirosFlávio afirmou que o presidente americano é “hostil demais” aos Estados Unidos enquanto favorece seu parceiro chinês, Xi Jinping. “O presidente Lula está errado ao fechar as portas para os Estados Unidos e simplesmente abrir o Brasil como se fosse uma colônia chinesa”, afirmou ao veículo.

A declaração ocorre em um momento de desgaste entre a relação de Lula e Trump em meio ao impacto da guerra no Irã sobre a economia brasileira. Nesta semana, o governo brasileiro afirmou que a esperada viagem do petista aos Estados Unidos não está descartada, mas pode ocorrer somente no final do semestre, após ter sido esperada para março.

Desde janeiro, quando Lula e Trump conversaram por telefone e combinaram o mês de março como data prevista para a viagem, o petista manifestou diversas criticas a atuação do líder americano, além de embates menores, como as recentes declarações sobre o Pix.

Durante a entrevista ao veículo, Flávio também comentou sobre a disputa eleitoral deste ano e a estratégia política articulada para que a família Bolsonaro tenha “um rápido retorno” ao poder no Brasil.

Segundo o veículo, o senador busca traçar um contraste pessoal com Lula, se posicionando como o “novo” em relação às velhas ideias de um presidente que já disputa seu quarto mandato.

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“O Brasil precisa urgentemente de mudança, de um governo mais jovem, moderno e com mais energia”, disse ele ao FT. “O problema não é a idade de Lula, é que suas ideias estão ultrapassadas.”

Estratégia

Na tentativa de atrair o eleitorado de centro, Flávio também apostará em manter uma imagem mais moderada em relação aos outros membros da família, mas mantendo parte do tom que diferenciou seu pai como figura política no Brasil.

A publicação descreve a estratégia de Flávio como “uma mistura de posições de extrema direita em temas sociais e segurança pública”, com visões de centro-direita na economia e a “convicção fervorosa” de que Bolsonaro pai foi condenado injustamente.

Ao TFFlávio também comentou sobre a visita a El Salvador, no ano passado, em que pode observar a política de encarceramento proposta pelo presidente de direita, Nayib Bukele. A ideia de ambos os líderes de direita converge na redução da maioridade penal como uma forma de combate direta ao crime facilitando a prisão de quem cometer delitos considerados graves.

“Os trabalhadores brasileiros não querem mais viver preocupados com alguém apontando um revólver para sua cabeça em um semáforo”, disse ao jornal.

Apesar do domínio na agenda de segurança pública, a publicação pondera que a candidatura de Flávio será posta a prova no momento em que a equipe de Lula comece a atacar o senador pelo seu histórico, inclusive resgatando o caso arquivado de rachadinhas no gabinete e possíveis conexões com a milícia.

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