A missão Copernicus Sentinel-2 leva-nos até à fronteira entre o Brasil e a Bolívia, passando por parte da região do Pantanal, um ecossistema único, que abriga uma impressionante variedade de plantas e vida selvagem.
Aumente o zoom ou clique nos círculos para explorar esta imagem em sua resolução máxima.
Cobrindo uma área de até 200 mil quilômetros quadrados, o Pantanal é a maior planície aluvial do mundo e uma área úmida de importância internacional. Está localizado principalmente nos estados brasileiros de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, mas também se estende pela Bolívia e pelo Paraguai.
Esta imagem de setembro de 2025 captura uma pequena fração do Pantanal, que atravessa a fronteira entre a Bolívia, a oeste, e os estados brasileiros de Mato Grosso, ao norte, e Mato Grosso do Sul, a leste. Um complexo mosaico de pastagens inundadas, savanas, florestas tropicais, rios e assentamentos humanos é visível na imagem.
O corredor verde escuro que corta verticalmente o centro é uma vegetação densa e “ripária” – que se encontra ao longo dos canais da planície de inundação e das zonas húmidas permanentes. Em contraste, as savanas circundantes são visíveis em castanho.
O Pantanal funciona como um enorme delta interno, onde vários rios se fundem, alimentando a vasta rede de áreas úmidas. O Rio Paraguai, visto serpenteando pela faixa verdejante, é o rio mais importante do Pantanal, pois seu ciclo natural de cheias cria o ambiente único da região e sustenta sua fauna diversificada.
Seguindo o leito do rio para sul, podemos observar algumas estruturas urbanas. A maior a oeste é a cidade brasileira de Corumbá, que serve de porta de entrada para o Pantanal. A sua grelha rectangular é rodeada a sul por uma colcha de retalhos de campos e pastagens acastanhadas.
As áreas marrom-avermelhadas são extensões de solo argiloso rachado, que ficam expostas durante a estação seca. Estas áreas, áridas em Setembro, altura em que esta imagem foi adquirida, tornam-se verdes durante a estação chuvosa, de Novembro a Abril.
As duas conurbações visíveis a oeste de Corumbá são os portos interiores de Puerto Suarez e Puerto Quijarro, no lado boliviano da fronteira. As manchas marrons claras à esquerda representam savana e floresta desmatada para pastagens e fazendas de gado. As estreitas faixas de terra são provavelmente campos cultivados de soja.
Esta região sofreu um desmatamento significativo nos últimos anos, com algumas áreas transformadas de floresta densa em um mosaico de campos.

