Divisórias: inspirações e dicas para delimitar ambientes sem isolar

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Divisórias: inspirações e dicas para delimitar ambientes sem isolar

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Muito utilizada para delimitar ou separar ambientes, as divisórias são uma excelente alternativa às paredes de alvenaria, oferecendo praticidade e melhor aproveitamento dos espaços, sobretudo daqueles com metragens reduzidas. Além disso, feitas com criatividade, assumem o papel de elementos decorativos, agregando personalidade às moradas.

Projeto de Fernanda Medeiros. (Luiza Schreier/Casa.com.br)

As arquitetas Carolina Castilho e Marianna Teixeira, da Freijó Arquitetura, que utilizam as divisórias em projetos de interiores, explicam que uma de suas vantagens é a facilidade e rapidez na instalação. “Além disso, elas podem ser facilmente revertidas, sendo uma ótima opção para quem tem um imóvel alugado, por exemplo”.

Projeto de Studio MEMM. (Ricardo Faiani/Divulgação)

As divisórias também têm outra vantagem com relação à parede de alvenaria: permitem a passagem de iluminação ou ventilação, dependendo do material escolhido. “A única desvantagem, nesses casos, é que não há isolamento acústico, então se essa for a intenção, indicamos uma parede convencional”, ressaltam.

Materiais, inspirações e tendências

Projeto de Magarão + Lindenberg Arquitetura. (Produção Visual: Lu Algarthe/Fotos: Juliano Colodeti, MCA Estúdio/Divulgação)

Há inúmeras possibilidades de criação de divisórias, e com criatividade, elas podem fazer a diferença na decoração. Carolina e Marianna dizem que nos projetos que assinam utilizam com mais frequência as divisórias de MDF ou madeira natural, já que com esses materiais é possível ter mais liberdade para desenhar e fazer elementos na medida para cada ambiente. Mas explicam que outros materiais também podem criar divisões e levar charme às residências, caso das cortinas, um dos mais antigos tipos de divisórias.

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Projeto Studio Pipa Arquitetura. (Denilson Machado, MCA Estúdio/Divulgação)

“As cortinas ocupam pouco espaço, e quando são recolhidas, integram novamente as áreas; além disso, é possível brincar com as cores e materiais. Se pensarmos em cortinas com sistemas motorizadas, essas divisórias se tornam ainda mais legais”, ensinam.

Projeto de Pipa Arquitetura. (Denilson Machado, MCA Estúdio/Divulgação)

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Projeto de Lívia Ornellas. (Re Freitas/Casa.com.br)
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Outra sugestão das arquitetas da Freijó arquitetura é criar divisórias utilizando cobogós de cerâmica esmaltada, que podem ser vazadas ou não, ou mesmo bloco de vidros, que são materiais de fácil limpeza, recomendados para utilização nas cozinhas e lavanderias.

Projeto de Studio Leandro Neves. (Luiza Schreier/Divulgação)

O ripado de madeira ainda segue sendo muito procurado para as divisórias, na forma de painel. No entanto, Carolina e Marianna dizem que a tendência agora está nos ripados assimétricos com ripas espaçadas de maneira aleatória ou de larguras diferentes.

Projeto de Felipe Rohen. (Juliano Colodeti, MCA Estúdio/Divulgação)

“As ripas mais largas também estão mais em alta, em vez das menores”, acrescentam.

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Projeto de Freijó Arquitetura. (Manuel Sá/Divulgação)

Neste projeto, feita de MDF, essa divisória foi criada para delimitar a área social da íntima. Como o pé direito é generoso, a opção foi por fazer a divisória em duas partes, com emendas.

Projeto de Freijó Arquitetura. (Manuel Sá/Divulgação)

A parte superior tem ripas fixas, enquanto as inferiores se rotacionam sobre um eixo, permitindo o seu fechamento, criando, dessa maneira, mais privacidade, sem bloquear por completo a iluminação. A estrutura foi parafusada na laje fazendo um reforço oculto no forro de gesso, e no piso. Já a estrutura no meio funciona como uma viga, ela apoia as ripas fixas de cima e esconde o mecanismo de giro das ripas de baixo.

Projeto de Freijó Arquitetura. (Manuel Sá/Divulgação)
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Aqui, o painel de madeira separa a área social do quarto, assim há o bloqueio total da iluminação.

Projeto de Freijó Arquitetura. (Manuel Sá/Divulgação)

Cuidados necessários

(Renato Navarro Fotografia/Divulgação)

Segundo as arquitetas, a utilização de divisórias não requer muitos cuidados, “mas é sempre bom verificar se o local onde se pretende instalá-la está preparado para receber esse peso extra. No caso de ela ser fixada no forro de gesso, por exemplo, a recomendação é prever um reforço que pegue a laje, pois se ficarem fixadas apenas no gesso, elas podem cair”, explicam.

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Isso vale para as divisórias de piso: dependendo do material, como os cobogós, é preciso estruturá-los com uma amarração de vergalhões horizontais e verticais, além da utilização de argamassa de assentamento.

Alguns cômodos pedem atenção especial. “Na cozinha, por exemplo, o material precisa ser muito bem pensado para facilitar a limpeza”.

Erros mais comuns na escolha dos materiais da divisória

Projeto de Hiago Santos Arquitetura. (Anita Soares Fotografias/Divulgação)

Apesar dos vários benefícios, as arquitetas listaram alguns dos erros mais comuns na escolha do material para a criação das divisórias:

  • Esquecer da parte estrutural, ou seja, onde ela será fixada, ou mesmo o que será pendurada ou fixada nela, como uma TV. Nesse caso é preciso avaliar bem o material escolhido;
  • Não se atentar ao fato de que a divisória pode não funcionar como isolante acústico;
  • Não estudar com antecedência a paginação do material no local. Os cobogós, por exemplo, têm uma certa variação de tamanho e o modelo desejado pode não funcionar tão bem para o espaço disponível, dependendo do layout e das dimensões disponíveis no local.



Fonte: Abril, Tu Organizas

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