LOS ANGELES – Quando há pa’carne é vigília. Parece que o estigma de Chivas para este 2026. O encerramento de 2025 tirou da letargia as ilusões de seus torcedores, antes mesmo de Javier Hernández os enterrar novamente com aquela carga sinistra da mancha de fatalidades contra o Cruz Azul.
Irônico. Ele Guadalajara Ele sempre deseja ter uma delegação na Seleção Mexicana. Mas desta vez eu gostaria que não fosse assim. A Liguilla jogará – porque com certeza estará lá – sem eventuais convocações para a Copa do Mundo de 2026.
Seria triste para o Rebanho emergir como um dos protagonistas do Clausura 2026, apenas para chegar em mau estado à fase final. Porque é inegável que a equipe de Gabriel Milito melhorou no torneio anterior. Faltou apenas um predador na área. Suas duas escolhas mais caras, Alan Pulido e Chicharito, foram graças salvadoras.
69 anos após o seu primeiro título, Guadalajara é encorajado pela sua longa cadeia de dívidas e fracassos. Sua condição é agravada pelo fato de o Toluca ter alcançado ele na soma de troféus: 12.
A história às vezes conforta e às vezes aniquila. Há 69 anos (3 de janeiro de 1957), um tiro desesperado de Chava Reyes contra Irapuato pôs fim ao estigma do “já mérito”. A avalanche festiva daquela noite no Estádio Martínez Sandoval despojou – literalmente – o goleador do Chivas, que só lamentaria durante anos não ter conseguido recuperar aquela chuteira direita com couro grosso e chuteiras de madeira.
Esse foi o início do Campeonísimo, uma lenda que, a esta altura, acaba sendo mais um monumento de recriminação do que de elogio à Guadalajara de hoje. Ninguém tem o direito de viver tanto da história – a sua, mas estrangeira – nem de se abrigar sob a pele gloriosa dos seus antepassados.
Por isso, o Campeonísimo mais dói do que consola a sua torcida. Portanto, a equipe, a instituição e sua gente precisam de um novo campeonato.
Quem Milito perderia para a Liguilla? Dados os altos e baixos que o El Tri tem apresentado, principalmente em um fatídico 2025, que tenta camuflar com os títulos da Liga das Nações da Concacaf e da Copa Ouro, nesse contexto, alguns jogadores do Chivas podem estar entusiasmados com uma das camisas da Copa do Mundo.
1.- Bryan González fechou como o melhor lateral esquerdo do torneio.
2.- Luis Romo, se voltar a submeter-se à balança, parece útil – não essencial – para as necessidades de Javier Aguirre.
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Qual é o requisito para Chivas em Cl. 2026?
Os especialistas do Futbol Picante analisam as opções do Rebanho Sagrado para o torneio da Liga MX que se inicia.
3.- Tala Rangel estará na shortlist e parece ter prioridade no gosto do El Tri.
4.- Richard Ledezma mostrou um nível muito melhor que Jorge Sánchez e Kevin Álvarez, e estará à custa da recuperação de Rodrigo Huescas.
5.- Efrain Álvarez ainda deve garantir consistência. Ele tem qualidade, mas é um jogador que pode desaparecer um jogo inteiro.
6.- El Piojo Alvarado é um bem imóvel do Vasco. Recuperou com o Chivas, mas, com o El Tri, não mostrou méritos para continuar lá.
7.- E os outros González? La Hormiga deve consolidar absolutamente este torneio, agora sem os pesos de Pulido, Hernández e Cowell. Além disso, dependerá da evolução do recentemente operado Santi Giménez. O Urso? Seu melhor desempenho é em uma área bastante competitiva na seleção nacional.
Claro, Milito e Chivas sabem o que os espera. A partir do momento em que no #YuntaDeDueños (disse Sven-Goran Eriksson) em dezembro nenhuma voz questionou a decisão de jogar a Liguilla sem seleções, o desafio e a condenação foram aceitos.
Em ano de Copa do Mundo, com jogos de preparação que começam em duas semanas contra Panamá e Bolívia, sem a convocação dos “europeus” – embora a Liga Mx pare -, aos poucos o Chivas e sua comissão técnica receberão avisos sobre quem pode estar ausente na Liguilla, e, obviamente, tentarão fortalecer o desenvolvimento das forças de base ou ver a resposta de suas incorporações, como Ricardo Marín, El Cuate Sepúlveda e Bryan Gutiérrez.
O Chivas ainda procura algum reforço, mas para isso terá que se livrar de dois obstáculos, como Pulido e Érick Gutiérrez, embora para nenhum deles, até ao momento, haja ofertas.
Claro que há o consolo de poder contar com uma equipe mais sólida e experiente para o Apertura 2026, mas o Chivas agora precisa acordar como protagonista da Liga Mx, além de entender que no futuro imediato, “quando há pa’carne, é vigília”.

