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Localizado no Jardim Europa, em São Paulo, este apartamento linear de 310 m² passou por uma reforma completa assinada pelo Studio LAK, com autoria das arquitetas Carolina Lerner, Gabriella Mello Alves e Sabina Kalaoun. Desenvolvido para um casal com dois filhos pequenos, o projeto marca o terceiro trabalho do escritório para a família.
“Os clientes vinham de um apartamento com linguagem visual marcante e, para este novo momento, buscavam o caminho oposto: desejavam uma atmosfera mais minimalista e serena, com paleta neutra e materiais de leitura suave. Ainda assim, era essencial que o projeto mantivesse personalidade”, observa a arquiteta Carolina Lerner.
O imóvel foi adquirido já com a intenção de uma reforma integral, abrangendo áreas sociais, íntimas e de serviço. Apesar da boa planta original, o apartamento pedia atualização de acabamentos, ajustes de layout e uma linguagem mais adequada ao momento atual dos moradores, que buscavam uma atmosfera mais neutra, com menos informação visual, mas ainda com identidade.
Apê elegante em tons de off-white tem amplo louceiro personalizado
As principais intervenções concentraram-se na área social. A circulação existente foi preservada e a antiga sala íntima passou a se integrar quase totalmente ao living.
A sala de jantar, antes isolada, foi reposicionada para dialogar com o estar, ampliando as possibilidades de uso e reforçando a vocação do apartamento para receber.
O conceito do projeto parte de dois elementos principais: os pórticos metálicos em tom chumbo, que emolduram as esquadrias do living, e um grande painel de lambri em madeira maciça ranhurada, pintada de branco, que integra portas e acessos e percorre a área social.
A paleta privilegia tons claros, com base branca, combinados à madeira nogueira, utilizada como elemento de contraste, enquanto o piso de tauari percorre as áreas social e íntima, garantindo unidade ao conjunto.
Elementos em inox aparecem pontualmente, como na ilha da cozinha e em detalhes da marcenaria. Parte do mobiliário dos moradores foi incorporada ao projeto, somando-se a novas peças escolhidas para manter coerência de escala e materialidade.
“Optamos por usar poucos materiais, mas bem escolhidos, para garantir equilíbrio e continuidade, permitindo que texturas, volumes e mobiliário se destaquem sem criar ruídos visuais”, explica a arquiteta Gabriella Mello Alves.
Fonte: Abril, Tu Organizas

