Air France-KLM e Lufthansa enviam propostas para compra da TAP, enquanto IAG desiste da disputa

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Air France-KLM e Lufthansa enviam propostas para compra da TAP, enquanto IAG desiste da disputa

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No prazo final, os grupos Air France-KLM e Lufthansa submeteram hoje ao governo de Portugal as propostas para a aquisição da TAP Portugal . Agora, as ofertas serão analisadas pela Parpública, responsável pela gestão das participações do Estado em empresas, para que uma decisão seja tomada. A expectativa é que a privatização seja concluída até meados deste ano.

O CEO do Grupo Air France-KLM, Benjamin Smith, disse que acredita “firmemente que o próximo capítulo da história da companhia [TAP] deve ser escrito como parte do Grupo Air France-KLM […]. A TAP se encaixa naturalmente na estratégia multihub da Air France-KLM, e nossa ambição é fortalecer as operações em Lisboa, ao mesmo tempo em que desenvolvemos a conectividade em outras cidades do país, incluindo o Porto“.

O grupo destacou, ainda, que “graças à sua posição geográfica ideal, Lisboa se tornaria o hub exclusivo do grupo no sul da Europa, oferecendo ampla conectividade, especialmente para as Américas – incluindo o Brasil, um mercado-chave tanto para a TAP quanto para a Air France-KLM – além da África“.

O Grupo Lufthansa, por sua vez, não fez comentários referentes ao envio da proposta para aquisição da TAP.

Grupo IAG desiste da concorrência pela TAP

Como esperado, o Grupo IAG, que controla companhias aéreas como British Airways e Iberia, desistiu oficialmente da disputa. Em nota, a empresa afirmou que “após uma análise cuidadosa, o IAG decidiu que não seria do melhor interesse de seus acionistas prosseguir no processo para adquirir uma participação na TAP”.

A holding também disse que “em qualquer situação de aquisição, precisamos de um caminho para a propriedade total, a fim de podermos gerir e transformar o negócio”. Como a privatização neste momento é apenas parcial, o IAG passou a mostrar menos disposição em disputar o controle da companhia aérea portuguesa.

Quais são os critérios para a venda da TAP?

A proposta do governo inclui a venda de 49,9% da TAP, sendo 44,9% para um outro transportador e 5% para os trabalhadores. Ou seja, inicialmente, a empresa vencedora não terá o controle majoritário, mas há a expectativa de que isso mude no futuro.

Para isso acontecer, no entanto, o governo português colocou à mesa várias exigências em torno da venda da TAP. Entre os pontos mais importantes estão:

  • Reforço das operações para países de língua portuguesa, ponto que favorece o Brasil, que pode sair como um dos grandes beneficiados dessa privatização.
  • Ampliar a posição concorrencial da TAP enquanto operador de transporte aéreo à escala global, nos mercados atuais e em novos mercados, com especial atenção às ligações entre os principais aeroportos nacionais e das regiões autônomas e à diáspora.
  • Investimentos em frota, em manutenção e engenharia.
  • Produção de combustíveis sustentáveis.

As propostas, segundo o governo, serão avaliadas com base em critérios financeiros, como o valor oferecido pelas ações, garantias de sustentabilidade financeira, projeção de rentabilidade futura da TAP e eventuais formas alternativas de pagamento, incluindo bônus por performance e trocas de ações.

Como está a operação da TAP no Brasil?

O maior mercado internacional da TAP está justamente no Brasil e deverá, obrigatoriamente, continuar nos holofotes de seus novos donos. Atualmente, a companhia aérea portuguesa tem cerca de 100 voos por semana em 13 cidades do Brasil.

De Lisboa, voa para Porto Alegre, Florianópolis, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Salvador, Maceió, Recife, Natal, Fortaleza e Manaus com escala em Belém. E tem também voos do Porto para São Paulo e Rio de Janeiro.

Em julho, a TAP vai iniciar operações em Curitiba, e em outubro, em São Luís.



Fonte: Viajali, Melhores Destinos

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