10 sinais de alerta para doenças neurodegenerativas

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10 sinais de alerta para doenças neurodegenerativas

Envelhecer não é sinônimo de memória ruim. Esquecimentos pontuais — como não se lembrar de uma determinada palavra ou de um compromisso marcado — fazem parte do envelhecimento natural e, na maioria das vezes, não devem gerar preocupação. 

O que precisa ser observado é a frequência e o impacto desses lapsos na rotina, aponta Hugo Sterman Neto, neurocirurgião do Hospital Vila Nova Star e São Luiz Itaim, da Rede D’Or, em São Paulo (SP). “Quando os sintomas começam a atrapalhar o cotidiano ou a autonomia da pessoa, é fundamental buscar avaliação neurológica”, explica.

Veja também: Como estimular o cérebro no dia a dia?

 

Sinais de alerta das doenças neurodegenerativas

Conheça 10 sinais de alerta que podem ser sintomas de uma doença neurodegenerativa:  

  • Dificuldade de guardar informações recentes, como datas e eventos, passando a depender de anotações, lembretes ou da ajuda de outras pessoas;
  • Perda de rendimento em tarefas habituais, especialmente com números. Atividades como pagar contas ou organizar finanças levam mais tempo que o habitual para finalizá-las;
  • Desorientação no tempo e no espaço, como esquecer onde está ou como chegou a determinado local;
  • Alterações visuais que dificultam a percepção de cores, formas e profundidade, o que pode atrapalhar, por exemplo, a pessoa dirigir;
  • Dificuldade para encontrar palavras ou nomear objetos, com empobrecimento do vocabulário;
  • Esquecer com frequência onde deixou objetos e criar justificativas que não condizem com a realidade, como imaginar que eles foram roubados;
  • Falhas no manejo do dinheiro, como pagar valores errados;
  • Descuido com a higiene pessoal ou com a alimentação;
  • Isolamento social ou afastamento de atividades antes prazerosas, incluindo o trabalho;
  • Mudanças de humor e de personalidade, como irritabilidade, apatia ou desconfiança excessiva.

As principais enfermidades relacionadas aos sintomas listados são as demências, especialmente o Alzheimer e a demência vascular, além da doença de Parkinson. As primeiras manifestações podem ser sutis e passar despercebidas num primeiro momento. 

“Acredita-se que alterações no cérebro ocorram anos antes dos sintomas surgirem, mas ainda não temos estratégias de tratamentos para antes do surgimento clínico das doenças. Com a chegada de novos medicamentos que estão em estudo, alguns conceitos devem ser repensados em breve”, diz o médico.

 

Quando buscar avaliação médica

A memória pode ser classificada em memória de curto prazo e de longo prazo. Segundo o especialista, as alterações de memória de curto prazo sofrem influência de diversos fatores, como humor, sono, atenção, entre outros. Dessa forma, os sintomas precisam ser observados, mas nem sempre serão sinal de algo mais grave, pois podem ser causados por outros problemas, como estresse, sono ruim ou transtornos de humor, por exemplo.

“Porém, quando essas alterações ficam muito frequentes e se associam com perdas mais antigas, alterações comportamentais e esquecimentos de tarefas usuais da pessoa, devem ser avaliadas com um especialista”, recomenda Sterman Neto. 

É importante buscar avaliação médica quando: 

  • Os sintomas de alerta se repetem e interferem na rotina;
  • Os familiares notam mudanças de comportamento ou lapsos de memória frequentes;
  • Em caso de histórico familiar de doenças neurodegenerativas.

Embora não haja cura para as doenças neurodegenerativas, o diagnóstico precoce é fundamental para amenizar os sintomas e preservar a qualidade de vida dos pacientes.

Veja também: Como a memória funciona e que fatores podem afetá-la

 

Como prevenir o declínio cognitivo e as doenças neurodegenerativas

Além do componente genético, hábitos de vida também interferem na saúde cerebral. Fatores como sono ruim, estresse constante, alimentação pouco saudável, sedentarismo e isolamento social aumentam o risco de comprometimento cognitivo ao longo dos anos. 

“Em contrapartida, investir em uma rotina saudável, com exercícios, boa alimentação, interação social e estímulos mentais, como leitura e jogos, ajuda a fortalecer o cérebro e a criar uma espécie de reserva cognitiva, que protege o órgão contra o desgaste do tempo”, destaca o neurocirurgião. 

É importante também evitar o tabagismo e o consumo de álcool e outras drogas. 

 

Por que a reserva cognitiva é tão importante 

O especialista esclarece que a reserva cognitiva é um conceito fisiológico e funcional que sugere haver uma “poupança” para usar caso seja necessário — a mesma lógica da reserva muscular. 

“Sabemos que, com o passar dos anos, assim como ocorre o declínio musculoesquelético — e nos protegemos fazendo musculação, iniciando as perdas em um patamar mais elevado —, a cognição funciona da mesma forma: ‘exercitamos’ a mente para que, quando iniciar o processo de declínio, estejamos em um patamar mais elevado, com poupança, com reserva”, conclui. 

 

Assista: É possível evitar a perda de memória e o declínio cognitivo?



Fonte: Minha vida, Dr. Drauzio Varella

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