Mais uma opção? Novo aeroporto em São Paulo quer receber voos comerciais de passageiros

PUBLICIDADE

Mais uma opção? Novo aeroporto em São Paulo quer receber voos comerciais de passageiros

As promoções do Melhores Destinos no seu WhatsApp

Entrar

O Aeroporto Santa Catarina, em São Roque, a 75 km do Centro de São Paulo, quer receber voos comerciais de passageiros. O terminal privado, administrado pela incorporadora de luxo JHSF, tem apenas operações de aviação executiva, mas quer avançar sob um contexto de congestionamento em Guarulhos e Congonhas. As informações são da agência de notícias Bloomberg.

De acordo com a reportagem, a JHSF está em negociações com o governo federal para destravar a questão. Atualmente, aeroportos privados, como o Santa Catarina, não podem receber voos comerciais de passageiros.

Há, no entanto, estudos em andamento para que essa permissão seja concedida. O Ministério de Portos e Aeroportos confirmou essa informação ao Melhores Destinos, e adicionou que “por se tratar de uma proposta que envolve revisão normativa, o processo passa por avaliações técnicas e jurídicas, além de diálogo com representantes dos diversos públicos interessados.”

Segundo a Bloomberg, a discussão envolve o fato de que voos comerciais em aeroportos privados só poderiam ser tratados por projeto de lei – atualmente a questão é regulada por decreto.

A reportagem adiciona que o tema tem enfrentado resistência no governo, especialmente na Casa Civil. Um dos pontos envolve o regime de concessões de aeroportos outrora administrados pela Infraero. As concessionárias – como GRU Airport, Aena etc. – pagam uma outorga ao governo, enquanto aeroportos apenas autorizados pelo poder público pagariam somente taxas de uso.

A Casa Civil afirmou à Bloomberg que não recebeu propostas para tratar dessa mudança legal. A JHSF não comentou a respeito do tema.

Governo já avaliava liberar o Santa Catarina

A discussão em torno do Santa Catarina não é exatamente nova. Entre as declarações mais recentes, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, chegou a dizer, no contexto do vendaval em São Paulo que cancelou centenas de voos em Congonhas e Guarulhos em dezembro, que o aeroporto em São Roque pode ser autorizado a receber voos comerciais.

Em um cenário em que o Aeroporto Santa Catarina ganhe o aval do governo, a JHSF teria de trabalhar em algumas alterações na área, incluindo a pista e a construção de um terminal de passageiros.

O Aeroporto Santa Catarina é uma alternativa a Congonhas?

O movimento da JHSF com o Aeroporto Santa Catarina surge em um momento em que se discutem alternativas para aliviar o congestionamento nos aeroportos de São Paulo, com especial atenção para Congonhas.

O terminal da capital paulista opera no limite de slots (movimentos de pouso e decolagem) e será um grande canteiro de obras até 2028, uma vez que passa por trabalhos de ampliação.

A expansão, porém, não significa mais capacidade de passageiros ou de voos, uma vez que os slots são definidos por aspectos como horário e capacidade de pista e do aeroporto. Na prática, a obra tende a trazer mais comodidade aos passageiros e melhorar o fluxo de pessoas no terminal, não necessariamente representando mais oportunidades de operações para as companhias aéreas.

Outro ponto de atenção é que o governo liberou o Aeroporto de Congonhas para operações internacionais. Com a abertura desse novo “flanco” as companhias aéreas poderão explorar voos para países da América do Sul, mas com a ausência de novos slots, algumas rotas domésticas podem ser descartadas para abrir espaço.

Por fim, a intenção da administração do Aeroporto Campo de Marte, também na capital paulista, de expandir operações executivas em 2026 criou outra frente de discussão. Com a perspectiva de maior movimentação de aeronaves no espaço aéreo da capital paulista, o governo busca alternativas para acomodar todos os interesses, mas fala-se até mesmo em redução de slots em Congonhas.

Com tantos obstáculos operacionais no maior mercado do Brasil para as companhias aéreas Azul, Gol e Latam, não surpreende que alternativas como o que propõe o Santa Catarina encontrem terreno fértil.

Definitivamente não seria uma substituição a Congonhas e Guarulhos, até por uma questão de localização. Pode, porém, abocanhar uma fatia de operações que hoje não pode ser feita nos dois maiores aeroportos da capital paulista por questões de espaço e pode tentar alguma concorrência com Campinas.

O aeroporto em São Roque foi inaugurado em 2019 com a ideia de ser o primeiro aeroporto exclusivamente voltado à aviação executiva no Brasil, com operação 24 horas. Segundo a JHSF, o terminal conta com uma pista de 2.470 metros – maior do que Congonhas -, espaço para 170 aeronaves em hangares e 80 mil metros quadrados de pátios.



Fonte: Viajali, Melhores Destinos

Mais recentes

PUBLICIDADE

WP Twitter Auto Publish Powered By : XYZScripts.com