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Assinada pelo arquiteto David Bastos, do escritório DB Arquitetos, esta casa de praia em Trancoso (BA), com 1.144 m² de área construída em um terreno de 4.260 m², foi desenvolvida do zero para um casal. A residência nasceu do desejo de criar um refúgio acolhedor e versátil para uma grande família que adora receber. A premissa era clara: unir conforto e integração, em um cenário de tranquilidade e conexão com a natureza.
“O ponto de partida foi a beleza natural do terreno. A combinação de elementos rústicos e contemporâneos cria o que há de mais precioso na casa, realçada pela vista exuberante, visível em diversos ambientes. Terreno e projeto se entrelaçam em uma simbiose única, conferindo ao local uma beleza singular e inigualável”, explica o arquiteto.
O sistema construtivo valoriza técnicas e materiais típicos da Bahia — como estruturas em pau-roliço de eucalipto, telhas cerâmicas coloniais, forro tramado em palha de dendê, pisos em cimento queimado branco, decks em madeira Cumaru e muros em pedra Madeira — em harmonia com soluções contemporâneas e funcionais.
A casa se organiza em cinco módulos: dois destinados às suítes, um para as dependências do caseiro, outro voltado às áreas sociais — jantar, estar e gourmet — e um último dedicado ao home office.
Entre os principais pedidos dos clientes, estava o desejo de integrar os ambientes, mas mantendo espaços privativos modulados, garantindo conforto e autonomia para cada membro da família. Segundo David Bastos, “o projeto valoriza o conforto visual e a forma como a casa se descortina para quem a percorre, criando experiências de conexão e pequenas surpresas a cada ambiente”.
A piscina, em formato de “U”, é um dos destaques do projeto. Revestida com placas de Pedra Hijau Verde (20×20 cm), ela conta, de um lado, com hidromassagem e, de outro, com uma prainha rasa, perfeita para relaxar.
Já a decoração foi conduzida posteriormente pela própria cliente, seguindo o layout e as especificações originais do arquiteto. A base neutra e clara, com tons e materiais inspirados na natureza, reforça a integração com o entorno.
Outro elemento simbólico é a árvore preservada no terreno, que se tornou um ponto central do projeto. “Costumamos valorizar o paisagismo e os elementos naturais originais. Neste caso, a árvore, além de ter um porte maduro que não justificava sua remoção pelo impacto ambiental, foi respeitada e incorporada ao projeto. Criamos acessos e passarelas ao seu redor e, em sua base, construímos a rosa dos ventos com as orientações reais, destacando sua importância e contexto”, comenta Bastos.
Fonte: Abril, Tu Organizas

