Nasa testa novo avião supersônico capaz de voar do Brasil para a Europa em 4 horas!

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A Nasa deu mais um passo em seu projeto de avião supersônico. Na sexta-feira, a agência espacial dos Estados Unidos fez um voo experimental com o modelo X-59 que atingiu a velocidade Mach 1,4 (cerca de 1.487 km/h, acima, portanto, da velocidade do som) e uma altitude de 55 mil pés (aproximadamente 16,8 mil metros).

Após essa fase, a agência usará o X-59 em voos sobre comunidades norte-americanas para saber a percepção do público sobre o “estrondo sônico silencioso” que o avião produz em velocidades supersônicas – grande diferencial sobre modelos anteriores, como o Concorde. As viagens serão feitos nas mesmas velocidade e altitude da semana passada.

O marco da sexta-feira foi alcançado apenas alguns dias após o primeiro voo supersônico do X-59. Esse voo inicial demonstrou que a aeronave se comportou conforme o esperado a Mach 1,1, mas a missão realizada posteriormente deu um passo a mais.

A equipe do programa tem avaliado o desempenho do X-59 em diferentes velocidades e altitudes e submetido os pilotos a uma série de testes e manobras.

Novo marco é alcançado sete meses após primeiro voo

O marco histórico da semana passada vem sete meses após o primeiro voo do X-59. Em novembro do ano passado, a aeronave decolou em condições de performance muito inferiores ao registrado agora: os testes foram feitos em baixas altitudes, a cerca de 12.000 pés e a aproximadamente 386 km/h.

O palco da decolagem foi uma área de testes da Lockheed Martin, parceira da Nasa no projeto, em Palmdale, cidade no estado da Califórnia, nos Estados Unidos. De lá, o X-59 partiu para um curto voo até um centro de pesquisas da Nasa na cidade de Edwards, também na Califórnia.

Como é o projeto de avião supersônico da Nasa?

A redução do boom supersônico é o fio condutor do projeto em torno do X-59 – esse ruído excessivo é justamente um dos grandes obstáculos para a operação comercial com esses tipos de aviões. A ideia é que o modelo da Nasa sirva de inspiração para projetos futuros, desenvolvidos por empresas privadas.

O principal problema é o barulho gerado especificamente em áreas urbanas e proximidades dos aeroportos. Esse foi, inclusive, um dos motivos que levaram à aposentadoria do lendário Concorde.

O governo norte-americano, por exemplo, vinha proibindo voos comerciais desse tipo. Em março deste ano, porém, a Câmara dos Representantes aprovou uma proposta para legalizar voos supersônicos na parte continental dos Estados Unidos. Em junho do ano passado, o presidente Donald Trump já havia assinado uma ordem executiva neste sentido.

Como o X-59 reduz o ruído supersônico?

A principal vantagem do X-59 se deve à tecnologia que a Nasa chama de QueSST – Quiet SuperSonic Technology -, uma ambição da agência diante de tantos modelos anteriores que acabavam gerando ruído excessivo. A agência espacial não fornece detalhes públicos sobre como os mecanismos de redução de barulho funcionam.

Enquanto o saudoso e finado Concorde produzia 105 decibéis, a nova aeronave da Nasa deverá gerar apenas 75 decibéis – segundo a agência espacial, menos do que o barulho de bater palmas (97) ou de uma bola de basquete quicando no chão (81).

O motor de alta potência, que também é usado em caças, está instalado em cima do X-59, com o objetivo de direcionar o ruído para longe do solo. No Concorde, por exemplo, ficava na parte inferior das asas, como ocorre em aviões comerciais da atualidade.

Projetos de aviões supersônicos

O principal projeto de avião supersônico atualmente em andamento é o Overture, da fabricante norte-americana Boom Supersonic. Segundo a empresa, o avião poderá atingir até 2.000 km/h (Mach 1.7) e de voar a até 18.000 metros de altitude. Além disso, promete ser duas vezes mais rápido quando estiver sobre a água.

Mesmo sem ainda ter sido lançada e certificada, a aeronave já tem pedidos de empresas como Japan Airlines, United Airlines e American Airlines. Segundo a Boom Supersonic, há 130 pedidos e pré-pedidos do Overture, que poderá transportar de 60 a 80 passageiros.

Atualmente, a fabricante conduz testes com o XB-1, o protótipo que, futuramente, dará vida ao Overture. O modelo ultrapassou a velocidade do som pela primeira vez em janeiro do ano passado, e, no mês seguinte, anunciou que o protótipo executou um voo de cruzeiro gerando um estrondo supersônico “inaudível”.

O fracasso da Aerion

Outra iniciativa que gerou expectativa no setor foi a da Aerion, fabricante dos Estados Unidos que também planejava construir aviões supersônicos e tinha a Boeing como parceira. Em 2021, porém, a empresa fechou as portas por falta de dinheiro.

A proposta da Aerion era bastante ousada: o modelo AS3 seria um avião comercial Mach 4+ que voaria a velocidades entre 3.700 a 6.200 km/h. Isso permitiria que um voo entre São Paulo e Lisboa fosse feito em menos de duas horas!

A proposta era que a aeronave tivesse capacidade para 50 passageiros e autonomia de 12.800 km.



Fonte: Viajali, Melhores Destinos

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