Após aumento histórico em abril, combustível de aviação deve subir mais 18% no Brasil em maio

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Após aumento histórico em abril, combustível de aviação deve subir mais 18% no Brasil em maio

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As companhias aéreas terão de se preparar para mais impactos financeiros decorrentes da guerra no Oriente Médio. A Petrobras deve anunciar amanhã (1º de maio) um novo reajuste, desta vez de 18%, no preço do combustível de aviação (QAV). A informação é do jornal Valor Econômico.

A alta renovada sucede o acréscimo de 54,8% no QAV anunciado pela estatal em 1º de abril. Na ocasião, a Petrobras comunicou que as companhias poderiam pagar um aumento de apenas 18% em abril. O restante poderia ser dividido em seis vezes, com a primeira parcela a partir de julho (leia mais na sequência do post).

No dia 27 de fevereiro, ou seja, antes do início da guerra, a Petrobras fez um aumento de 9,4% no QAV referente a março. No acumulado de três meses, portanto, a expansão deverá passar de 80%.

O combustível de aviação é um dos principais custos das companhias aéreas, com fatia de cerca de 30%. Segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), porém, essa participação nas contas já está maior, em torno de 45%, por conta dos recorrentes ajustes no preço do QAV.

Quais são as consequências para os passageiros?

Uma das consequências mais críticas para os viajantes envolve o aumento no preço das passagens aéreas, afinal esse custo tende a ser repassado ao consumidor. No mês passado – portanto, antes da efetivação do aumento de 55% no QAV -, as tarifas avançaram, em média, 18% em comparação a março de 2025.

Como algumas empresas praticam o chamado hedge, uma espécie de contrato futuro para aquisição, neste caso, do combustível de aviação, parte do insumo de março já havia sido obtida a preços menores antes da guerra.

Sob esta lógica de mercado, portanto, o custo mais elevado do QAV será inevitável em contratos referentes a meses posteriores. Isso tende a continuar pressionando o preço das passagens.

Além disso, outro efeito pode ser o cancelamento de voos em determinadas rotas e regiões – e em um cenário mais crítico, a suspensão temporária de algumas linhas, o que ainda não aconteceu no Brasil.

Por que o combustível de aviação está no centro da crise atual?

O combustível de aviação está no epicentro da crise do setor aéreo que começa na guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã. Desde o início do conflito, as exportações de petróleo a partir do Oriente Médio despencaram, levando o barril de petróleo a passar de US$ 100 – até o fim de fevereiro estava abaixo de US$ 70.

Cerca de 30% da produção global da commodity passa pelo Estreito de Ormuz, controlado pelo Irã e que virou centro da disputa com os norte-americanos. A área está parcialmente fechada desde o início da guerra.

Embora mais de 80% do QAV consumido no Brasil seja produzido internamente, a precificação acompanha a paridade internacional, o que intensifica os efeitos das oscilações do preço do barril de petróleo sobre o mercado doméstico. Isso amplia os impactos de choques externos sobre os custos das companhias aéreas.

Governo cria medidas para aliviar impacto ao setor, mas pode não resolver problema

Para tentar atender ao pedido de socorro das companhias aéreas brasileiras, o governo federal anunciou no início deste mês algumas iniciativas para aliviar o bolso das empresas do setor, penalizadas pelo aumento dos custos, e especialmente do combustível.

Entre as medidas tomadas estão:

  • PIS/Cofins zerado: deve permitir às empresas economizar R$ 0,07 por litro de QAV.
  • Pagamento prorrogado das tarifas de navegação: toda empresa aérea precisa pagar taxas de navegação. Com a medida do governo, só precisarão fazer em dezembro os repasses à Força Aérea Brasileira (FAB) referentes a abril, maio e junho
  • Duas linhas de crédito: acesso a verbas federais de até R$ 3,5 bilhões.

No entanto, o presidente da Abear, Juliano Noman, fez uma série de ressalvas às medidas. Em entrevista ao Valor, disse que a redução do PIS/Cofins é “bem-vinda, mas com impacto pequeno diante do aumento de custos enfrentado pelas empresas”.

O executivo estima que só com o QAV em abril o custo das empresas com combustível chegou próximo de R$ 1 bilhão. Desse valor, o imposto representa perto de R$ 25 milhões.

Sobre o querosene, o governo informou que um terço do aumento seria aplicado de imediato e o restante, parcelado em seis meses. A medida, porém, não foi efetivada “por diversas razões”, segundo o presidente da Abear.

Em alguns casos, a taxa de juros cobrada no parcelamento ficaria muito elevada, e por isso as aéreas optaram por não contratar. Em outros, foram solicitadas garantias para a operação – processo demorado que não seria concluído durante o mês.

Em relação às linhas de crédito, que chegam perto de R$ 8 bilhões, não há expectativa de liberação rápida. Uma estimativa otimista, segundo Noman, seria o mês de agosto. Um dos motivos para a demora envolveria as garantias para obter os empréstimos.

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Você já sentiu o aumento no preço das passagens por conta da guerra no Oriente Médio? Participe nos comentários!



Fonte: Viajali, Melhores Destinos

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