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Com a chegada do outono, marcado por temperaturas mais amenas e períodos de menor incidência de chuvas em diversas regiões do país, manter o jardim saudável pode se tornar um desafio — especialmente para quem busca praticidade no dia a dia. A boa notícia é que a estação também abre espaço para soluções mais inteligentes e sustentáveis, como a adoção de jardins de baixa manutenção.
De acordo com o biólogo e paisagista Julio Sousa, o segredo está na escolha correta das espécies e no planejamento estratégico do espaço. “O outono é uma excelente oportunidade para repensar o jardim. Optar por plantas adaptadas ao clima seco e que demandam menos irrigação e poda é o primeiro passo para um paisagismo mais eficiente”, explica.
Entre as espécies mais indicadas para esse período estão suculentas, cactos, lavanda, espada-de-são-jorge, agaves e gramas ornamentais. Essas plantas possuem maior resistência à escassez de água e se adaptam bem às variações de temperatura. “São espécies que, além de resistentes, trazem textura e beleza ao jardim, sem exigir cuidados constantes”, destaca Júlio Sousa.
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Outro ponto importante é o preparo do solo. Segundo o especialista, investir em uma boa camada de cobertura orgânica, como cascas de pinus ou palha, ajuda a manter a umidade e protege as raízes. “Essa técnica, conhecida como mulch, reduz a evaporação da água e ainda contribui para a saúde do solo, diminuindo a necessidade de regas frequentes”, orienta.
A escolha de um sistema de irrigação eficiente também faz diferença. Gotejadores e sistemas automatizados são aliados para evitar desperdícios e garantir que a água chegue diretamente às raízes. “Menos é mais quando falamos de irrigação no outono. O ideal é regar de forma espaçada, mas profunda, estimulando o crescimento saudável das plantas”, afirma.
Além disso, o paisagista recomenda reduzir a frequência de podas e adubações nesse período. “As plantas entram em um ritmo mais lento de crescimento, então intervenções excessivas podem ser prejudiciais. O foco deve ser a manutenção básica e o acompanhamento do desenvolvimento natural do jardim”, completa.
Fonte: Abril, Tu Organizas

