Gastrite atrófica: o que é e quais os sintomas

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Gastrite atrófica: o que é e quais os sintomas

A gastrite atrófica é uma doença crônica que faz com que o revestimento do estômago se torne mais fino. Existem dois tipos de gastrite atrófica, a gastrite atrófica ambiental e a gastrite atrófica autoimune.

A gastrite atrófica ambiental, ou gastrite atrófica metaplásica ambiental, ocorre quando fatores ambientais causam inflamação crônica no estômago. A infecção crônica pela bactéria H. pylori (Helicobacter pylori) é a causa mais comum dessa condição. As bactérias destroem o muco que normalmente protege o revestimento do estômago dos sucos ácidos liberados durante a digestão. Ao longo de muitos anos, esse ácido destrói as células do revestimento do estômago, causando a gastrite atrófica.

Veja também: Estresse e ansiedade podem afetar o estômago, mas não causam gastrite

A gastrite atrófica autoimune, ou gastrite atrófica metaplásica autoimune, é uma doença crônica autoimune que faz com que o sistema imunológico ataque as células parietais do estômago, causando atrofia da mucosa do órgão, baixa produção de ácido (hipocloridria) e falta de fator intrínseco, essencial para a absorção da vitamina B12 no íleo, parte final do intestino delgado.

Com isso, o organismo passa a não absorver vitamina B12 em quantidades suficientes, gerando anemia perniciosa.

A gastrite atrófica ambiental atinge até 25% da população mundial, mas essa taxa varia de acordo com a região e a prevalência da H. pylori.

 Já a gastrite atrófica autoimune costuma ser subdiagnosticada e atinge cerca de 2% da população, em especial idosos e mulheres (a cada 4 casos, 3 são mulheres).

Ambas as gastrites podem aumentar o risco de desenvolvimento de pequenos tumores neuroendócrinos (TNEs), que não são malignos, no estômago. Também aumentam o risco de câncer de estômago (câncer gástrico).

 

Sintomas da gastrite atrófica

Muitos casos de gastrite atrófica são assintomáticos, mas quando surgem sintomas, costumam ser:

Gastrite atrófica ambiental

  • dor no estômago (epigastralgia);



  • azia;



  • sensação de empachamento após as refeições;



  • falta de apetite;



  • saciedade precoce;



  • náuseas e vômitos;



  • anemia ferropriva, provocada pela má absorção do ferro devido à baixa acidez estomacal, com sintomas como cansaço, fraqueza e taquicardia;

Gastrite atrófica autoimune

  • dor epigástrica;



  • má digestão;



  • sensação de empachamento após as refeições;



  • dificuldade de absorção de nutrientes;



  • perda de peso;



  • em casos de deficiência de B12 grave, podem surgir anemia perniciosa e sintomas neurológicos.

Veja também: B12: quando suplementar

 

Causas

A gastrite atrófica ambiental em geral é provocada pela bactéria H. pylori.

Já a gastrite atrófica autoimune tem causas autoimunes que levam as células do próprio corpo a atacarem as células saudáveis do estômago. Além disso, elas atacam uma proteína liberada pelas células parietais do estômago, o fator intrínseco. Sem ele, o organismo não consegue absorver a vitamina B12, causando a anemia perniciosa.

 

Fatores de risco da gastrite atrófica

Gastrite atrófica ambiental:

  • Ter infecção por H. pylori;



  • Ter mais de 70 anos.



  • Consumir uma dieta rica em sal, com baixa ingestão de frutas e verduras e alto consumo de alimentos defumados ou curados;



  • Viver em condições de superlotação que favorecem a infecção por H. pylori.

Gastrite atrófica autoimune:

  • Ser do sexo feminino .



  • Ter histórico familiar de gastrite atrófica autoimune;



  • Apresentar uma mutação genética;



  • Ter outras doenças autoimunes , incluindo doença de Addison , doença autoimune da tireoide (como a doença de Hashimoto ou a doença de Graves ), diabetes tipo 1 ou vitiligo.

 

Diagnóstico

Na suspeita de gastrite atrófica, o médico poderá solicitar exames de sangue, incluindo pesquisa de autoanticorpos (anti-célula parietal/fator intrínseco), níveis de vitamina B12, ferro e gastrina.

Além desses exames, em geral o profissional também pede uma endoscopia digestiva alta com biópsia, essencial para diferenciar a gastrite atrófica ambiental da autoimune.

 

Tratamento da gastrite atrófica

Na gastrite atrófica ambiental, é necessário tratar a infecção por H. pylori com antibióticos e inibidores da bomba de prótons (IBPs) para reduzir a inflamação.

Na autoimune, é preciso repor a vitamina B12 e ferro, quando necessário.

Nos dois casos, são necessárias mudanças na alimentação. Evitar alimentos que agridem o estômago, como frutas cítrica, doces e alimentos gordurosos; não fumar; evitar bebidas alcoólicas; e fazer refeições fracionadas podem ajudar

Ambas necessitam de acompanhamento médico regular, com a repetição de exames quando necessário.

 

Perguntas frequentes sobre gastrite atrófica

A gastrite atrófica tem cura?

A gastrite atrófica ambiental tem cura, mas a gastrite atrófica, não. Entretanto, a maioria das pessoas vive uma vida sem sintomas. Algumas necessitam de suplementação vitalícia de vitamina B12 e/ou ferro.

Qual o tratamento da gastrite atrófica?

Na gastrite atrófica ambiental, é necessário tratar a infecção por H. pylori com antibióticos e inibidores da bomba de prótons (IBPs) para reduzir a inflamação.

Na autoimune, é preciso repor a vitamina B12 e ferro, quando necessário.

 

 



Fonte: Minha vida, Dr. Drauzio Varella

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