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Situado na Vila Madalena, em São Paulo, este apartamento de 340 m² se destaca pela integração fluida dos espaços sociais, resultando em uma residência funcional, ampla e de linguagem contemporânea.
Assinado pelos arquitetos Eugenio Conte, José Guilherme Carceles e Gabriel Cesar, do escritório Península Arquitetura, o projeto transformou as varandas das extremidades da área social em sala de TV e sala de estar, incorporando-as ao interior do apartamento.
Junto ao caixilho, um banco linear em pedra Perla Santana foi desenhado para abraçar os pilares existentes e cumprir múltiplas funções — assento, aparador e apoio para paisagismo. O elemento se completa com prateleiras de chapa metálica, que servem à mesa de jantar e aos equipamentos de som dos moradores.
Apê tem marcenaria cinza na cozinha e na estante de nichos na sala
Na organização espacial, estantes de madeira marcam a transição entre as áreas sociais e as áreas íntimas e de serviço, delimitando acessos e trazendo uniformidade à leitura do conjunto. O mobiliário em madeira conduz os visitantes de forma acolhedora, revelando gradualmente a cozinha e a área de serviço em uma extremidade, e a biblioteca e os dormitórios na outra.
Pisos, estantes e portas foram executados em madeira cumaru, trazendo calor e conforto.
Em contraste, a cozinha assume uma estética neutra, com marcenaria em tons claros e bancada em inox, enquanto a biblioteca se apresenta como um refúgio revestido de madeira em todas as superfícies, criando uma atmosfera aconchegante e introspectiva.
Para ampliar o pé-direito da área social, o concreto aparente do teto foi revelado, estabelecendo contraste com a madeira. No pano de vidro da fachada, persianas automatizadas garantem o controle da entrada de luz natural e proporcionam conforto visual.
A entrada do apartamento é marcada por um hall em madeira, de pé-direito e iluminação mais baixos, que reforçam o contraste com a sala de estar, ampla e iluminada. Já na suíte principal, a integração de parte de um dormitório permitiu a criação de um closet, enquanto o restante deu lugar à biblioteca.
Por fim, a curadoria cuidadosa do mobiliário, com destaque para peças do design brasileiro, reforça a identidade do projeto e reflete a paixão dos proprietários por arte e cultura local.
Fonte: Abril, Tu Organizas

